O comando DualSense da PS5 sempre foi um pedaço de hardware incrível, mas usá-lo no PC tem sido, no mínimo, uma experiência agridoce. Sim, dezenas de jogos suportam-no na perfeição, mas apenas por cabo. É uma limitação chata e arcaica que a Sony não parece ter a mínima vontade de resolver. Afinal de contas, quem é que quer estar colado ao ecrã com um fio quando prefere jogar na TV da sala? Sermos forçados a abdicar das funcionalidades do comando mal ativamos o Bluetooth é surreal, especialmente para a malta que largou uma pequena fortuna no DualSense Edge.
A boa notícia é que a comunidade de PC já não tem de se sentir como cidadãos de segunda categoria. A nova atualização DSX v3.2 Beta 01 acabou de curar esta dor de cabeça. O Paliverse, o estúdio responsável pela app, partilhou no Steam as notas da atualização, destacando a grande estrela da festa: o suporte para “Virtual DualSense with Audio”. Trocando por miúdos, isto permite aos jogos enviar o áudio nativo e o famigerado feedback háptico através do DSX, seja por Bluetooth ou USB. Só precisam do DLC DSX+ para criar o comando virtual e a magia acontece, expandindo brutalmente o conforto de quem joga longe do monitor.
Para além desta salvação via Bluetooth, a versão beta está atolada de melhorias de qualidade de vida para quem usa o DualSense ou o DualShock no PC. Dá para abrir o DSX de forma manual sem o Steam (graças a uma cache de propriedade de 28 dias), e a interface levou uma volta enorme. Temos páginas de perfil redesenhadas com um sistema de cartões, etiquetas de cor, filtros, um mapeamento de botões muito mais robusto com opções de passthrough e suporte para Action Blocks. Claro que o DSX é um utilitário pago. Custa cerca de 7,99 US$ no Steam, mais os 3,99 US$ pelo tal DLC essencial. Mas, convenhamos, para desbloquear todo o potencial do comando sem estar preso por um cabo, acaba por ser um preço irrisório para a esmagadora maioria.
E por falar em tirar o máximo partido do nosso setup e de periféricos que nos dão alegrias, a verdade é que a minha vida não faria sentido nenhum sem os fighting games. O stress puro de ir para o online fazer jogos ranked, levar uma tareia valente de alguém muito melhor e ainda os ver fugir do rematch… é daquelas coisas que nos mói a alma. Mas nada bate a euforia de aprender um boneco novo, dominar os melhores combos e subir no ranking a pulso. Ter crescido naqueles salões de jogos cheios de fumo e ter evoluído para o veterano que sou hoje é um sentimento espetacular.
Espetacular é também a palavra que anda na boca da malta que já conseguiu deitar as mãos ao iminente Wireless FlexStrike Fight Stick da PlayStation. As pré-reservas para esta besta (compatível com PS5 e PC) arrancaram hoje, dia 12 de junho, e o lançamento oficial está marcado para 6 de agosto — curiosamente, no exato mesmo dia em que sai o Marvel Tokon: Fighting Souls!
Se estão como eu, mortinhos para esmagar botões neste fight stick oficial assim que ele sair, então têm mesmo de agarrar um (ou vários) destes jogos de porrada para a PS5, que por acaso até estão a preços brutais.
Street Fighter 6 (agora a 19 US$ na Amazon, em vez de 23 US$) é um triunfo em toda a linha. Graças ao modo World Tour e a controlos que acomodam tanto novatos como jogadores veteranos, é inquestionavelmente um dos melhores jogos de luta de 2023 e o pico da franquia.
O Tekken 8 (19 US$) é aquele lutador cheio de classe que sabe exatamente quando não se deve levar a sério. Visualmente absurdo graças a tecnologia de ponta, consegue ser deslumbrante e brutal em igual medida, mesmo que às vezes abuse nas cutscenes lamechas do modo história.
Para a malta da estética anime, o Guilty Gear Strive (57 US$) é de caras. O Sol-Badguy, a Dizzy, o Slayer e o resto daquela roster com nomes geniais brilham num estilo de arte que deixa qualquer um de queixo caído. Tem sido fascinante assistir à evolução mecânica deste jogo de temporada para temporada.
Se procuram algo com mais sumo tradicional, o Fatal Fury: City of the Wolves (baixou dos 59 US$ para 36 US$) é um jogo feito por e para fãs do género. As mecânicas são profundas, o elenco é super diversificado, e está apinhado de modos single-player e multiplayer para entreter qualquer um.
O Dragon Ball FighterZ (19 US$) recusa-se a envelhecer. A estética é lindíssima, as trocas de equipas 3v3 são afiadas e o rollback netcode faz com que o online seja suave como manteiga. Montar uma equipa só de Gokus e mandar Kamehamehas pelo ecrã inteiro é daquelas coisas que nunca cansa.
No The King of Fighters XV (32 US$), embora a oferta para quem joga sozinho não seja nada do outro mundo, o netcode aguenta horas e horas de sessões casuais e competitivas sem pestanejar. A diversão de dominar uma equipa de três e fechar o combate com um “Climax Super Special Move” vale cada cêntimo.
Para os fãs de sangue a rodos, o Invincible VS (48 US$) mete caras familiares como o Omni-Man, Conquest e o Battle Beast a desmembrarem-se pelo campo de batalha. O ritmo frenético, o online estável e um modo história curtinho mas denso justificam perfeitamente o tempo investido.
Entrando nos indies, o Pocket Bravery (19 US$) é a prova viva de que há estúdios independentes que percebem até ao tutano o que faz o género funcionar. Vem carregado com um bom modo história e arcade, e o rollback é tão bom que parece que estamos a jogar lado a lado com o adversário no sofá de casa.
Por último, o Them’s Fightin’ Herds (21 US$) destaca-se de longe como uma das pérolas independentes do mercado. Ninguém diria que um jogo de luta protagonizado por cabras, vacas e veados funcionaria tão bem. Com os mesmos criadores a trabalhar atualmente em Avatar Legends: The Fighting Game, sabemos que o futuro está em excelentes mãos.